domingo, 23 de setembro de 2012

Roma, os conquistadores

(Cena do filme: Gladiador demonstrando uma batalha entre homens e animais)

Por volta de 800 a.C quando um pequeno grupo de pastores latinos se fixou na península itálica era impossível imaginar o poder que aquela pequena cidade conquistaria anos mais tarde. Aproximadamente duzentos anos depois quando os etruscos se juntaram a eles começava a trajetória do povo mais poderoso da antiguidade, assim nasceu Roma.

O império romano inicialmente possuía 4 classes sociais: os Patrícios (ricos descendentes de latinos e etruscos), os Clientes (filhos bastardos ou escravos libertos que eram protegidos por patrícios dos quais recebiam presentes desde que se apresentassem com sua toga branca em sinal de respeito), os Plebeus (pequenos agricultores e artesãos) e por fim os escravos (de guerra, por nascimento, por dívida ou por venda própria). Mais tarde conforme os romanos se expandiam surgiram outras duas classes: os Nobilitas (patrícios + plebeus ricos) e os cavaleiros.

O poder do império romano veio de suas conquistas territoriais, por onde passavam eles capturavam escravos, conquistavam espólios de guerra e implantavam impostos. Tanta dominação só foi possível graças á prática no cavalgar e ao uso de grandes invenções militares como a catapulta e o lança chamas. Militarmente falando eles foram sem dúvida alguma um sucesso por isso conseguiram submeter povos tradicionais como Egito, Mesopotâmia, Fenícios, Gregos e inclusive os temíveis Persas.

Família
Os romanos possuíam uma família numerosa composta por pai, mãe, filhos, escravos e ex-escravos, além de suas propriedades. O homem era o centro familiar por isso eram eles quem decidiam os casamentos dos filhos. Os jovens casavam-se cedo com a intenção de construir patrimônio e gerar filhos para herdá-lo, mas se a relação não desse certo tanto o homem quanto a mulher podiam pedir o divórcio, o que era bem comum entre as esposas dos soldados que passavam anos sem voltar para casa. As crianças ricas eram amamentadas por uma nutriz (ama de leite) que também cuidava de sua educação junto com o nutridor (pedagogo) até os quinze anos de idade.

Mulher
As mulheres romanas recebiam o nome de seu pai ao nascer juntamente com um atributo. Por exemplo: a filha de Júlio iria se chamar Júlia, a ruiva. Analisando esse fato é possível conclui que as mulheres eram menosprezadas ao ponto de não ter nem nome próprio, mas isso é um engano. Em Roma as mulheres eram consideravelmente consideradas, pois seu poder de intuição era respeitadíssimo dentro do lar, tanto que acabaram influenciando até mesmo no governo romano ao aconselhar filhos e maridos sobre as medidas que deveriam tomar. Roma foi uma das raras sociedades antigas que deixaram o machismo um pouco de lado.

Religião
Inicialmente eram politeístas e alteravam seus cultos conforme iam adotando deuses dos povos que conquistavam na Ásia e na África. Acreditavam principalmente no deus Vulcano e na capacidade de prever o futuro observando o voo das aves ou analisando vísceras de animais, os videntes eram chamados de augures. Mas alguns séculos depois viram uma religião monoteísta crescer, era o catolicismo que chegara com o nascimento de Jesus Cristo e mais tarde seria imposta como religião oficial do império, mas até isso acontecer os católicos sofreram anos de perseguição, agressão, prisões e até mesmo mortes.

Educação
Aos sete anos de idade, caso não tivessem que trabalhar para ajudar seus pais, as crianças entravam na escola elementar (particular) aonde aprendiam a ler e escrever e praticavam matemática. Aos doze anos as meninas deixavam a escola para se casar, enquanto que os meninos pobres seguiam para uma escola de ofício ou para sua própria casa afim de aprender alguma profissão. Somente os meninos ricos continuavam seus estudos com gramática e literatura até os dezesseis anos quando entravam pra política ou exército.

Diversão e cultura
Os romanos escreveram muitas obras de vários  estilos literários inspirados nos escritos gregos, além da leitura também contavam com vários espetáculos públicos onde todos os cidadãos podiam participar, os mais procurados eram os circos, as batalhas navais, os banhos públicos (com horários reservados para as mulheres humildes), as corridas de quadrigas e bigas, as peças de teatro e as apresentações dos gladiadores. Por toda a Roma existiam diversos anfiteatros construídos para a diversão popular, o mais famoso deles foi sem duvida alguma o Flávio com capacidade para 50.000 pessoas, que hoje conhecemos por Coliseu. Lá o imperador podia contar com um camarote particular, os nobres e militares ocupavam as primeiras fileiras (podium) enquanto que mulheres e escravos tinham que se contentar com os acentos mais distantes da arena.

Os gladiadores
Com certeza marcaram a história de Roma com suas lutas sangrentas que só terminavam com a morte de um dos oponentes, ou até mesmo de vários. Homens e mulheres profissionais entre alguns condenados e vários animais ferozes lutando incansavelmente para divertir o público. Seu nome vem da espada pequena que possuíam, chamada gládio, além dela também podiam contar com outros artefatos espalhados pela arena como tridentes, escudos, clavas, espadas, entre outros. Falando assim parece repugnante, mas ser gladiador nas terras romanas era mais do que uma profissão, era um estilo de vida levado a sério que rendia admiração quando sobreviviam a muitas batalhas.