terça-feira, 26 de junho de 2012

Persas, os conquistadores

(Imagem de Persépolis, ruínas da civilização persa)

Os persas iniciaram sua formação a aproximadamente 1.500 a.C na região do planalto do Irã, eles sobreviviam basicamente da agricultura e da criação de animais, sobretudo de gado. Anos depois, em meados de 550 a.C, Ciro uniu os persas aos medos iniciando o Império Persa, era o principio de uma historia de muitas conquistas de terras e dominação de outros povos.

O povo persa desenvolveu demais suas habilidades militares, sobretudo, as de arco e flecha. Seus arqueiros velozes e certeiros causavam muito medo por onde passavam colaborando para expandir o império por várias regiões, eles ficaram conhecidos como "os imortais" devido a sua técnica de guerra, sempre que um arqueiro era ferido outro tomava o seu lugar imediatamente causando a impressão de que não morriam.

Os povos dominados não tinham muito do que reclamar, porque, apesar de tudo, os persas não eram agressivos nem maldosos, pelo contrário, eles respeitavam a cultura e as tradições das sociedades que invadiam. Cada região tomada era chamada de satrapia, ao todo os persas mantiveram 20 satrapias por onde moraram em média 10.000.000 de pessoas.

Governar terras distantes assim não era nada fácil e exigia muita atenção por isso os imperadores costumavam viajar bastante, ocupavam vários palácios, encarregavam um sátrapa para auxiliar na organização e vigiar o povo, utilizavam balsas para carregar bastantes mercadorias e criaram diversas estradas para facilitar a movimentação dos cavalos.

As estradas persas eram muito longas e contavam com vários postos de abastecimento onde os viajantes podiam descansar, se alimentar e trocar os animais cansados por outros descansados agilizando as viagens. Geralmente cada cavalo percorria 300 km por dia. Essa organização nas estradas deu origem ao sistema de correio encurtando as distâncias entre as satrapias facilitando a comunicação e a troca de produtos.

O contato intenso com povos distantes e a constante troca comercial fez aumentar a produção artesanal persa e despertou a necessidade de criar o dinheiro, assim os persas inventaram as primeiras moedas do mundo, elas eram feitas em ouro e foram chamadas de Daricos em homenagem ao imperador que teve essa ideia: Dário, o terceiro governante persa.

Juntos os três primeiros imperadores persas, Ciro, Cambises e Dario conquistaram povos grandiosos como os mesopotâmicos, os egípcios, os fenícios, entre outros. O hábito de respeitar a cultura dos dominados levou-os a adotar diversos deuses dessas sociedades que conquistavam por isso o politeísmo persa era muito vasto até que por volta de VII a.C Zoroastro criou uma nova religião, o Zoroatrismo pregava a luta eterna entre o bem (Ormuz) e o mal (Arimã) acreditando que o bem venceria no juízo final.

Suas tentativas de invadir terras sempre funcionavam, exceto quando eles se depararam com a Grécia em 490 a.C. Na primeira tentativa: a Batalha de Maratona já foram vencidos e continuaram tentando por aproximadamente 41 anos. Esse período de lutas contra os gregos entre 490 e 449 a.C é chamado de Guerras Médicas e eles nunca conseguiram vencê-los.

Em 424 a.C o último imperador morre sem deixar filhos para assumir o governo por causa disso muitas pessoas começam a disputar o império e acabam enfraquecendo a estrutura persa. Desorganizados, por volta de 330 a.C, foram invadidos e dominados por Alexandre, o Grande da Mesopotâmia. E assim termina a história desse povo guerreiro e determinado. Para mais informações assista aos vídeos abaixo, divirta-se e até mais!



sexta-feira, 22 de junho de 2012

Hebreus, os filhos de Javé

(A travessia do Mar Vermelho, os hebreus são guiados por  Moisés) 

O povo hebreu surgiu há aproximadamente 4.000 anos atrás próximo a cidade mesopotâmica de Ur. Foi o primeiro povo monoteísta da história, ou seja, os primeiros a acreditarem na existência de um único Deus, Javé. A religião que criaram, o Judaísmo, era a base de suas vidas, graças a isso a história desse povo está registrada na Bíblia uma vez que eles mesmos escreveram os cinco primeiros livros do antigo testamento que eles chamam de Torá, o livro sagrado.

A sociedade hebraica tinha critérios familiares bastante diferentes dos que existiam na época, ao contrário do Egito e da Mesopotâmia, os hebreus não admitiam a poligamia, então tanto homem quanto mulher só podiam casar-se uma única vez. Os filhos eram considerados bençãos de Deus e os maridos tinham o direito de abandonar sua esposa caso ela fosse infértil. Como as mulheres deviam prorrogar o sangue de seu esposo caso ela se tornasse viúva antes de ter filhos ela deveria casar-se com seu cunhado para continuar a descendência da família.

A sociedade era patriarcal, ou seja, os pais eram a referencia familiar e tantos seus filhos quanto sua esposa deviam obedece-lo em qualquer circunstancia. Por viverem em uma terra árida de clima quente a agricultura não era muito fácil, assim eles se tornaram grandes pastores de ovelhas e cabras. Essas famílias religiosas não aceitavam que seu Deus fosse simbolizado por uma imagem, não concordavam com o culto de estátuas religiosas porque a grandiosidade de Javé não podia ser colocada em uma representação qualquer.

A sociedade hebraica vivia, inicialmente, dividida em doze tribos nômades e sua história foi marcada por escravidão, fuga e perseguições. Para entender um pouco melhor a trajetória desse povo podemos dividir sua existência em 3 fases:

O Governo dos Patriarcas:
Por volta de XIX a.C os hebreus viviam ao redor de Ur (cidade mesopotâmica) organizados em 12 tribos nômades com propriedades comunitárias, cada uma dessas tribos era governada por um chefe, chamado de Patriarca que geralmente era o homem mais velho do povo. Em meados de XVIII a.C o patriarca Abraão sonhou com Javé, no sonho o Deus lhe falou que existia uma Terra Prometida para seu povo, a Palestina, e pediu para Abraão levar as tribos para lá, ele realizou o pedido divino, mas em 1750 a.C uma seca terrível assombrou as terras palestinas fazendo com que os hebreus fugissem á procuram de água. Eles encontraram as águas do Nilo um pouco mais ao sul, mas os egípcios não perdoaram a invasão e transformaram as tribos em escravos. Cerca de 500 anos mais tarde um hebreu criado pela rainha egípcia, Moisés, recebeu o Deus Javé que lhe pediu para salvar os hebreus levando-os de volta para a Palestina, Moisés assim o fez, pegou seu povo, atravessou o Mar Vermelho e recebeu os Dez Mandamentos no Monte Cairo das mãos de Javé para organizar e unir as tribos.

O Governo dos Juízes:
Quando chegaram á Palestina as terras já estavam tomadas por outros povos e seria necessário reconquistá-las, para isso era fundamental um governo forte e organizado. Para solucionar esse problema as tribos elegeram um Juiz que organizaria a sociedade, os juízes eram líderes políticos, militares e religiosos, mas o governo continuava nas mãos dos Patriarcas de cada tribo. Um juiz bastante conhecido pela história popular é Sansão que tinha sua força concentrada em seus longos cabelos. Esse período de lutas para reconquistar a Palestina ocorreu entre 1200 e 1010 a.C e foi caracterizado pelo inicio das propriedades particulares e pelas batalhas enfrentadas pelos juízes.

O Governo dos Reis:
Os reis surgiram para unir definitivamente as 12 tribos hebraicas porque somente com essa união os hebreus conseguiriam se fortalecer nas terras palestinas. O primeiro rei foi Saul. O segundo foi Davi que tornou o Estado mais complexo. O terceiro foi Salomão que elevou consideravelmente os impostos e o quarto, Roboão manteve essas cobranças altas provocando o descontentamento popular que levou á separação (Cisma) do povo em 722 a.C. Após essa divisão o povo se tornou muito fraco e começou a ser perseguido por outros povos por isso começaram a fugir pelo mundo, essa fuga em massa é chamada de diáspora e durou mais de 2000 anos. Os hebreus só conseguiram voltar para a Palestina no ano de 1942 quando a ONU conseguiu criar o estado de Israel, mas as disputas entre palestinos e israelenses se mantém até os dias de hoje, esses dois povos discordam não só pelas terras mas também por motivos religiosos: os palestinos são muçulmanos enquanto os hebreus de Israel continuam seguindo o judaísmo.

Se você se interessou pelo tema aproveite para pesquisar mais sobre os hebreus atualmente, busque notícias sobre os conflitos que enfrentam diariamente para continuar vivendo nas terras palestinas. Até mais!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O Período Regencial Brasileiro

(1831 á 1840)

O período regencial ocorreu entre 1831, quando Dom Pedro I desistiu de governar o Brasil, e 1840, ano em que foi concedida a maioridade á Dom Pedro II para que ele governasse o nosso país. Nessa época as exportações de açúcar, cacau e algodão haviam diminuído significativamente enquanto que as plantações de café começavam a surgir em nosso território. Era um tempo de agitação causada pela crise financeira que assombrava a sociedade ainda mais depois dos gastos para conter as rebeliões pós-independência que originaram uma série de empréstimos.

Só que o país não podia ficar sem rumo enquanto o pequeno imperador crescia, alguém precisava governar, afinal Pedro era apenas uma criança com 5 anos de idade. Então foi decidido que o poder ficaria temporariamente nas mãos de regentes sem o poder moderador até que Pedro II completasse sua maioridade e pudesse assumir o cargo deixado por seu pai, Dom Pedro I. No meio de tanta confusão alguns grupos políticos tentavam defender suas idéias e alcançar o governo.



Com a morte de D. Pedro I, em 1834, os restauradores se aproximaram dos liberais moderados. Já por volta de 1837, os liberais exaltados também já tinham perdido parte de sua influência. Restava assim o grupo dos liberais moderados, que se dividiu em progressistas e regressistas, passando a disputar o poder.


Regência Trina Provisória (1831)
Nessa situação de emergência os governadores escolheram uma Regência Trina Provisória formada pelos senadores Nicolau Pereira de Campos Vergueiro e José Joaquim Carneiro de Campos juntos do brigadeiro Francisco de Lima e Silva (veja o retrato de cada um deles na mesma sequência abaixo). Esses três homens governaram por 2 meses até que a Assembléia escolheu a Regência Trina Permanente. 

                     

Regência Trina Permanente (1831 - 1834)
A Regência Trina Permanente tinha um mandato de 4 anos e foi composta pelo brigadeiro Francisco de Lima e Silva junto dos deputados João Bráulio Muniz (representante das províncias do norte) e José da Costa Carvalho (representante das províncias do sul). (confira seus retratos abaixo).

           


A criação da Guarda Nacional (1831)
Durante essa Regência Trina Permanente o ministro da Justiça, padre Diogo Antônio Feijó criou a Guarda Nacional, a intenção era formar um grupo armado que defendesse os interesses nacionais sendo fiéis ao império, uma vez que os soldados do exército na maioria das vezes eram recrutados á força e costumavam tramar contra o governo. A guarda foi criada oficialmente em 18/08/1831, as patentes mais altas eram preenchidas por indicações dos presidentes das províncias, só eram aceitos homens brasileiros natos com idades entre 21 e 60 anos com renda acima de 100.000 réis. Ela ficou conhecida como Guarda dos Coronéis já que os grandes fazendeiros das províncias acabaram usando-a para interesse e assuntos pessoais.


(Uniforme da Guarda Nacional)
Reformas Regenciais
O grupo dos exaltados começou a pressionar o governo para que as províncias ganhassem mais autonomia isso acabou provocando algumas mudanças do período regencial que ficaram conhecidas como Avanço Liberal, em resumo essas mudanças ofereciam mais poder para as elites provinciais e estabeleceram a regência una no lugar da trina a partir de 1834.

Regência Una de Feijó (1835 - 1837)
O primeiro eleito para governar o país a partir de uma regência una foi um progressista moderado, padre Diogo Antônio Feijó, o mesmo que havia criado a Guarda Nacional, no entanto, ele não foi tão bom regente quanto havia sido quando ministro. Tomou medidas que desagradaram como a idéia de encerrar o celibato clerical e as ordens religiosas e dessa maneira, com idéias tão modernas ele acabou ganhando muitos inimigos, tanto que decidiu renunciar ao cargo em dois anos de trabalho deixando o posto em 1837.

(Retrato do padre Diogo Antônio Feijó)


Regência Una de Araújo Lima (1837 - 1840)
O regressista Araújo Lima assumiu a regência e tentou fortalecer o poder central, sua intenção era acabar com as liberdades concedidas ás províncias durante as reformas regenciais por isso durante o seu governo somente conservadores foram eleitos e as revoltas que iniciavam pelo país seriam enfrentadas com violência e pulso firme.

(Retrato de Araújo Lima)

Como as regências foram momentos de instabilidade e dúvidas algumas províncias se rebelaram buscando maior justiça social, assim surgiram algumas revoltas populares, as principais foram: a Revolta dos Malês, a Cabanagem, a Sabinada, a Balaiada e a Revolução Farroupilha, confira os detalhes desses confrontos nas vídeo-aulas que seguem. Até mais pessoal!




segunda-feira, 18 de junho de 2012

A Independência do Brasil

A Independência de nosso país foi um momento bastante complexo que não deve ser considerado um simples ato heroico de Dom Pedro, muito menos uma concessão benevolente de Portugal, por isso é necessário observar todos os lados da questão para confirmar que nossa separação do reino português decorreu basicamente da falta de alternativas naquele momento histórico, acompanhe os acontecimentos:


A colônia estava descontente:
No final do século XVII e ao longo do XVIII surgiram diversos conflitos no Brasil. Algumas regiões estavam descontentes com o controle que os portugueses mantinham sobre o comércio e os altos cargos administrativos, para piorar a situação a vinda da família real portuguesa fez com que os impostos fossem às alturas para conseguir sustentar as 10.000 pessoas da corte que não trabalhavam, aí começaram alguns movimentos:
  1. A Revolta de Beckman;
  2. A Guerra dos Mascates;
  3. A Guerra dos Emboadas;
  4. A Revolta de Vila Rica;
  5. A Conjuração Mineira;
  6. A Conjuração Baiana;
  7. A Revolução Pernambucana;
Confira a vídeo aula que segue para conhecer um pouco cada um desses 7 movimentos e compreender como eles colaboraram com o processo de independência do Brasil:


Os quatro primeiros movimentos pretendiam mudar alguns aspectos da colonização enquanto que os três últimos eram mais radicais e pretendiam colocar um fim definitivo no sistema colonial, mas em geral todos eles expressavam o descontentamento com relação à Portugal, por outro lado a metrópole também não estava feliz, vejamos por quê:


Portugal estava descontente:
Em agosto de 1820 alguns comerciantes, juristas e militares portugueses iniciaram a Revolução Liberal de 1820. Uma junta provisória elegeu deputados para o Parlamento (As Cortes) porque eles estavam revoltados com o descaso de Dom João VI com seu povo, queriam uma nova Constituição e eram contra a monarquia absoluta, a presença dos militares ingleses nas terras lusitanas, a permanência da corte no Brasil e a abertura dos portos brasileiros, em resumo, queriam que nosso país retornasse ao posto de simples colônia.
Em abril de 1821 Dom João VI decidiu retornar para Portugal para acalmar os ânimos, esvaziou os cofres do Banco do Brasil e deixou seu filho governando nosso país, então aos 24 anos de idade Dom Pedro I era o novo príncipe regente.


O movimento de independência:
As cortes não aceitaram que Dom Pedro continuasse no Brasil e insistiam em enviar cartas e tropas exigindo seu regresso as terras portuguesas. Por outro lado a elite brasileira pedia para ele permanecer aqui embora existisse divergências de pensamento que levaram a formação de três grupos políticos:
  1. Partido português: queria recolonizar o Brasil;
  2. Partido brasileiro: queria a independência brasileira com um governo de Dom Pedro;
  3. Liberais Radicais: queriam a independência com a organização de uma república;
Em 09 de janeiro de 1822 após sofrer muita pressão Dom Pedro declarou que não retornaria a Portugal, foi o Dia do Fico. Meses depois, em 07 de setembro de 1822 após sofrer diversas ameaças ele decidiu proclamar a Independência do Brasil nas margens do rio Ipiranga enquanto retornava de uma viagem á Santos. No dia 01 de dezembro de 1822 ele foi, enfim, coroado imperador brasileiro.


A Guerra de Independência brasileira:
Essa parte de nossa independência raramente é citada nos livros didáticos, infelizmente. Os materiais escolares insistem em menosprezar esse momento porque não alcançou grande repercussão e causou poucas mortes, mas o fato é que nossa independência não foi um movimento tão pacífico quanto imaginamos. Nas províncias do Pará, Ceará, Maranhão, Bahia e Cisplatina (hoje Uruguai) alguns militares e comerciantes resistiram ao grito de "Independência ou Morte" e travaram batalhas contra o exército nacional até 1823 quando foram definitivamente vencidas pelas tropas do imperador.


A Compra da Independência brasileira:
Se declarar a liberdade de um povo dependesse unicamente de uma atitude poética como o grito de Dom Pedro sobre o cavalo será mesmo que ninguém teria tentado isso antes?! É necessário reconhecermos que existiu um jogo alto de dinheiro por trás da aceitação portuguesa. O país europeu só reconheceu nossa independência depois de pagarmos uma multa de 2.000.000 de libras esterlinas, dinheiro aliás, que não possuíamos e foi pego emprestado dos cofres britânicos. Esse valor foi a condição para aceitarem nossa ruptura definitiva de maneira tão amigável.


Depois de conhecer esses detalhes você continua acreditando em tudo que aprendeu nos bancos escolares?Que tal procurar se informar melhor sobre esse e outros assunto que nos foram transmitidos como verdades incontestáveis? Afinal esse é o dever de cada cidadão. Pense nisso. Informe-se.

Mural de Páscoa

(Arquivo pessoal)
Essa coisa fofa foi produzida pelo sexto ano II para comemorar a Páscoa nesse ano de 2012 na Escola de Educação Básica Alice da Silva Gomes. O mural foi composto por coelhinhos com aplicação de algodão, ovos coloridos à mão com uso de lápis e folhetos explicativos acerca da história dessa comemoração e seus principais símbolos: os ovos e os coelhos. O resultado final ficou muito lindo, não concordam!?

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Singela homenagem

(Arquivo pessoal)
Poderia ser uma segunda feira qualquer, mas lidar com crianças sempre nos reserva surpresas diárias, embora nem todas sejam positivas, são momentos como esse que nos dão forças pra continuar enfrentando os desafios diários. No dia 11 de junho de 2012 ao chegar na sala do 6º ano V fui recebida dessa maneira tão especial pelos alunos Nathan, João Vitor, Pablo, Leonardo e Eduarda. E ás vezes ainda tenho dúvidas se estou na profissão certa, como posso duvidar disso?!

Nenhum trabalho no mundo, nem mesmo o mais remunerado, poderia me proporcionar tamanho orgulho de mim mesma, olhando essa imagem eu tenho certeza de que de alguma maneira eu colaborei na vida de cada um desses pequenos e daqui a alguns anos talvez eles não se recordem mais de mim, mas com certeza terão parte de sua formação baseada nos meus exemplos, talvez um dia os filhos deles sejam meus alunos, quem sabe até seus netos, ou quem sabe serão meus alunos na faculdade, sigam a mesma profissão, sei lá, o futuro ainda reserva tantas surpresas pra esses baixinhos, mas o que importa é que tive a honra de participar de suas Histórias.

Amo demais vocês meus amores, continuem sendo tão simpáticos e carreguem essa alegria de viver sempre juntinho de vocês.

Profe Jana!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Fenícios, os navegadores

(Barco birreme: invenção fenícia reproduzida em maquete pelo aluno Richard Prestes da Silva do 6ºanoI/2014)

Esse povo surgiu há aproximadamente 4.000 anos atrás na região do Líbano e da Síria. Ocupavam uma faixa estreita de terras entre o litoral e uma cadeia montanhosa, a geografia era acentuada por um clima árido e seco compondo uma região ruim para a prática da agricultura e criação de animais. Por outro lado suas águas eram muito favoráveis à navegação e por esse motivo em 1.400 a.C eram os melhores navegadores da antiguidade ao ponto de serem contratados por outros povos.

Tal habilidade nas águas propiciou a exploração de outras terras e deu origem às colônias comerciais em diversas regiões, os chamados Empórios. Enquanto exportavam para o Egito e Babilônia entre outros lugares, eles importavam produtos como perfumes, cavalos e cereais. Essa rede comercial acabou gerando disputas entre as cidades e a navegação acabou sendo utilizada para fins criminosos como a pirataria que assombrava os navios que cruzavam o caminho das embarcações fenícias, os gregos que o digam, tinham verdadeiro pavor dos navios birremes de cedro com até 70 metros de comprimento da Fenícia.

Para manter esse comércio efervescente acabaram se transformando em ótimos artesãos, eram excelentes na arte de moldar metais, produziam tecidos belíssimos, criaram um material valioso: o vidro e foram os únicos do mundo antigo a produzir o corante vermelho, muito desejado, extraíam essa cor do múrice, um molusco marinho e esse tom avermelhado tão significativo originou o nome desse povo: fenício quer dizer roxo-púrpura, entretanto, sua maior criação foi sem dúvida alguma o alfabeto de 22 consoantes que originou os que utilizamos hoje, o curioso é que escreviam da direita para a esquerda.

A sociedade se organizava em Cidades-Estado independentes umas das outras chefiadas por um rei hereditário auxiliado por uma Assembleia. As pessoas mais influentes abaixo do rei eram seus funcionários e os sacerdotes, depois vinham os comerciantes marítimos, os donos das oficinas de artesanato e os negociantes de escravos. A parte mais humilde da população eram os pequenos proprietários e os trabalhadores livres abaixo deles existiam somente os escravos domésticos. Essas pessoas eram politeístas, cada cidade tinha seus deuses relacionados à natureza e às necessidades, faziam sacrifícios para agradar essas divindades, incluindo até oferendas humanas, El era o principal deus considerado o pai dos deuses.

As terras em que os fenícios viviam faziam a ligação entre o continente asiático e o africano, logo eram muito valiosas e por isso disputadíssimas. Eles venceram diversas invasões, mas não conseguiram superar as forças romanas em II a. C e assim a história dos grandes navegadores comerciantes da antiguidade foi interrompida. Espero que você tenha gostado desse post. Para mais informações assista ao vídeo indicado abaixo, até mais!